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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SulAmérica registra aumento de 38% em solicitações do Motorista Amigo


O serviço Motorista Amigo, disponível no seguro Auto da SulAmérica, tem se consolidado como uma alternativa segura para o motorista que está impossibilitado de dirigir. Segundo levantamento realizado pela companhia, o acionamento do benefício cresceu 38% de janeiro a julho de 2015, no comparativo com o mesmo período do ano anterior. A maior demanda vem do Rio de Janeiro, que concentra cerca de 76% das solicitações. Pernambuco é o segundo estado com maior volume de pedidos, atingindo 7%.

"O Motorista Amigo está entre os grandes diferenciais da nossa carteira e vem ganhando mais adeptos a cada ano. Alguns fatores explicam esses números, como a postura cada vez mais consciente do condutor ao dirigir o veículo e os riscos que uma indisposição pode causar a quem está no veículo. Zelar pela segurança do condutor e dos passageiros é o nosso maior objetivo", afirma o vice-presidente de Auto e Massificados da companhia, Eduardo Dal Ri.



Outro destaque do levantamento feito pela empresa está relacionado aos solicitantes do serviço. 80% dos pedidos são realizados pelo próprio condutor, 7% pelo conjugue e 13% por outras pessoas, como parentes, amigos ou corretores. Em relação ao período de maior acionamento, dezembro é o principal mês por conta das confraternizações de fim de ano. Só no final do ano passado, foram registradas 2.118 solicitações, contra 946 na média dos meses anteriores. 

O Motorista Amigo está disponível para os clientes do seguro automóvel há 15 anos e pode ser solicitado quando o segurado não estiver em condições de dirigir e precisar de um motorista para conduzir o veículo, seja por problemas de saúde, mal-estar ou por ingestão de bebida alcoólica. O limite de uso do Motorista Amigo varia de acordo com o produto contratado, que pode chegar até a sete acionamentos por ano no Produto Auto Muher. Para solicitá-lo, basta que o segurado entre em contato com a companhia pela Central de Atendimento (4004 4100 - capitais e áreas metropolitanas e 0800 727 4100 para demais regiões), e informe o número da apólice.

Fonte: SegNotícias


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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sono provoca até 32% dos acidentes de trânsito

Cochilar ao volante é uma das atitudes mais perigosas no trânsito. De acordo com o professor do Departamento de Psicobiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e chefe da disciplina de Medicina e Biologia do Sono, Marco Túlio de Mello, entre 27% e 32% dos acidentes de trânsito no mundo são provocados por motoristas que dormem na direção, responsáveis também por valores entre 17% e 19% das mortes no asfalto.

"Isso sem contar as mortes das pessoas acidentadas que são levadas aos hospitais para atendimento", ressalta Mello. Os números foram obtidos pela Unifesp em pesquisa da Universidade de Gênova, na Itália, já que não há no Brasil estudo semelhante. Nesta semana, o governo determinou a inclusão de exame de doenças do sono no processo de habilitação de motoristas de veículos pesados.



Em 2004, segundo estatística do Ministério da Saúde, 34.654 pessoas morreram em acidentes de trânsito - se aplicada a média mundial, 6.242 podem ter morrido por conta de cochilos ao volante. Foi com base em estudos do Instituto do Sono da Unifesp que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou nesta semana a resolução 267, determinando que motoristas que quiserem tirar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C (para dirigir caminhões), D (ônibus) e E (carretas), além da avaliação médica padrão, se submetam a exames para detecção de distúrbios do sono.

Estima-se que 3 milhões de pessoas dirijam profissionalmente no País. Por essa razão, explica Mello, seria impraticável exigir que todos os motoristas que fossem tirar ou renovar duas CNHs passassem pela avaliação.

Em caso de detecção do potencial para o desenvolvimento de doenças do sono, o médico tem a prerrogativa de indicar ao motorista para que passe pelo exame de polissonografia, feito por meio de sensores colados à pele com adesivos, durante o sono - para investigar mais profundamente o problema.

"Há que se ressaltar que não existe a obrigatoriedade da polissonografia, como informado na imprensa. O que existe é que a decisão de indicar o exame passa pelo médico perito de trânsito. Em muitas cidades não há locais para realização da polissonografia. Nas grandes capitais, esse exame é coberto pelo SUS (Sistema Único de Saúde) e pelos planos de saúde", explica Túlio.

A expectativa é de que, entre os motoristas que renovam anualmente suas carteiras das categorias C, D e E, no máximo 10% tenham de realizar o exame. Caso seja detectada a propensão ao distúrbio do sono, o motorista pode receber uma carteira provisória de habilitação e fazer um tratamento para depois obter a definitiva.

Estudo do Instituto do Sono da Unifesp de 2000 mostrou que 16% dos motoristas de ônibus admitiram cochilar durante o trabalho, embora a real proporção de profissionais que dormiam no volante era de 48%. Outros estudos da Unifesp apontam que motoristas com as doenças de sono têm de duas a três vezes mais chances de se envolverem em acidentes, mas quando tratados a redução dos problemas é de 70%, explica Mello.

Sonolência e álcool
Já o presidente da Associação Brasileira de Medicina no Trânsito (Abramet), Flávio Emir Adura, aponta ainda que há uma relação quase em igual proporção entre acidentes provocados por doenças do sono e consumo de álcool.

"Empresas de transporte que passaram a realizar internamente exames para a detecção das doenças do sono em seus motoristas apresentaram uma redução bem grande do número de acidentes fatais", complementa o especialista em medicina de trânsito.

Segundo Adura, algumas pessoas têm maior potencial para desenvolver doenças do sono. Obesos, hipertensos, pessoas com pescoço mais grosso e com dificuldade de entrada de ar na cavidade oral estão mais propensos aos males. De acordo com José da Fonseca Lopes, presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), esse é o perfil de muitos dos profissionais das estradas no País.

"A carga de trabalho é muito puxada, o sujeito ganha mal. Por isso, acaba comendo mal, em restaurantes de beira de estrada. Não duvido que, se fosse feito um levantamento, a gente descobrisse que uns 70% dos caminhoneiros têm algum problema de saúde como obesidade, pressão alta", afirma.

Para o representante dos caminhoneiros, a medida tomada pelo Contran foi correta, já que era necessário fazer algo para reduzir a quantidade de acidentes nas estradas. Contudo, ele ressalva: "Só não dá para fazer da maneira que foi feito, tudo muito em cima.

Muitos caminhoneiros não têm como realizar esses exames e não sei se a saúde pública está preparada para atender essas pessoas no Brasil", afirma. Segundo Lopes, a Abcam estuda criar um grupo de apoio médico e lançar uma campanha de informação para que caminhoneiros que estejam a seis meses de renovar suas habilitações possam fazer exames e detectar possíveis comprometimentos de saúde e buscar tratamento antes da avaliação médica obrigatória.

Anfetaminas
Adura e Mello concordam no que diz respeito ao risco do uso por motoristas - em especial caminhoneiros - de substâncias que tiram o sono, conhecidas como anfetaminas. "Infelizmente, é fato que muitos usam a anfetamina, que pode ser comprada em farmácias de beira de estrada, às vezes em moderadores de apetite", explica Adura. Embora em um primeiro momento a substância evite o sono, ela provoca depois uma fadiga muito forte no motorista. "Além de tudo, cria dependência e acaba por provocar distúrbios de sono", alerta Mello, que completa: "Não tem jeito. O único remédio para o sono é dormir - mas não no volante".
Fonte:
http://br.noticias.yahoo.com/s/01032008/25/manchetes-sono-provoca-ate-32-dos-acidentes-transito.html

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