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sábado, 19 de novembro de 2016

Seguro do Carro - Coberturas para segurado e terceiros

Danos corporais não protegem ocupantes do veículo segurado













RC ônibus/APP já é o segundo do mercado















Embriaguez não exime seguradora de ressarcir terceiros em acidente





sábado, 30 de abril de 2016

Danos corporais não protegem ocupantes do veículo segurado

No momento de se contratar um seguro para proteger o veículo bem como os danos que possam ser causados a terceiros, os contratantes possuem a opção de também proteger os ocupantes do veículo segurado. No entanto, devido ao fato de constar da apólice a cobertura para danos corporais, o segurado tem a falsa impressão que tal cobertura abrange os danos que possam ser causados também aos ocupantes do veículo, incluindo o condutor, o que não é verdade.

Diante da falta de esclarecimentos acerca do tema, o advogado da Nigro Advocacia, Luís Eduardo Nigro, especialista em Direito Securitário destaca que “devido ao fato de constar na maioria das apólices a indicação da contratação de cobertura para danos corporais, no entanto, sem citar a quem são destinadas tal cobertura, após ocorrer um acidente com algum ocupante do veículo segurado, a vítima ou os beneficiários (no caso de morte) pleiteia(m) a indenização e são surpreendidos em um momento tão doloroso com a informação de que para terem direito ao recebimento da indenização deveria ter sido contratada na apólice a cobertura para Acidentes Pessoais de Passageiros (APP)”.


Segundo o advogado, os danos corporais se destinam a indenizar as pessoas que não estão no interior do veículo segurado e que sofreram danos à sua integridade física, como por exemplo, pedestres ou ocupantes de outros veículos. A cobertura para danos corporais contratada até o limite que constar da apólice será disponibilizada pelas seguradoras desde que fique caracterizada a culpa do condutor do veículo segurado, seja administrativamente ou judicialmente. “Já a cobertura visando proteger os ocupantes do veículo segurado em caso de morte acidental ou invalidez permanente (total ou parcial) deve ser contratada através de uma outra cobertura que é denominada APP”, explica.


De acordo com o especialista, existem posicionamentos minoritários de alguns julgadores de que deve ser considerada a boa-fé do segurado bem como que o mesmo é a parte mais vulnerável da relação contratual, sendo que em caso de dúvida (interpretação ambígua) ou falta de clareza quanto aos beneficiários da cobertura de danos corporais, deverá prevalecer o interesse do segurado, dos ocupantes do veículo ou dos beneficiários do seguro, em respeito ao que preceituam os artigos 6.º, inciso VIII, 46, 47 e 54, parágrafos 3.º e 4.º, ambos do Código de Defesa do Consumidor (CDC). “Considerando que nestes casos as chances de êxito em uma ação são mínimas, não é aconselhável deixar de contratar a cobertura especifica de APP se o segurado visa proteger a si próprio e os ocupantes de seu veículo”, recomenda.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Quando você é o terceiro no seguro do carro

Você tem de apelar para uma oficina credenciada pela seguradora do causador do acidente? Muita calma nessa hora.

Aconteceu o pior. Não foi culpa sua, mas o carro está amassado. A notícia boa é que o seguro do outro motorista cobre os prejuízos. A notícia não tão boa é que os reparos só poderão ser feitos em uma das oficinas credenciadas pela seguradora, e nenhuma delas é sua conhecida. Como garantir a qualidade do serviço?

Janito Ferreira, professor de engenharia mecânica da Universidade de Campinas (Unicamp), diz que, em geral, a oficina credenciada pode provocar surpresas desagradáveis. Essas oficinas costumam cobrar menos das seguradoras para ter certeza de que vão entrar na lista de credenciadas.


O problema é que, para garantir as margens de lucro, elas vão fazer muita força para cortar custos, sacrificando a qualidade dos serviços. “Elas podem reparar as peças danificadas em vez de trocá-las, ou mesmo colocar peças usadas ou do mercado paralelo”, diz Ferreira. Foi mais ou menos o que ocorreu com a analista de sistemas Regina Cunha.


Em 2006, um motorista desavisado estragou a traseira de seu Corsa Classic novinho. O causador do acidente tinha uma apólice da Real Seguros, e se prontificou a pagar os prejuízos, que chegaram a 12 000 reais nos dois veículos. Aí começaram os problemas de Regina. O carro era novo, e ela queria consertá-lo em uma concessionária.

Pedido negado, apesar da intervenção do próprio segurado.
Em seguida, ela tentou fazer o serviço em uma oficina que conhecia.
Novamente, nada feito. “A seguradora me deu uma lista de três oficinas na região em que eu morava”, diz ela. “Eu não conhecia nenhuma, por isso visitei as três e escolhi a que me pareceu mais organizada.” Serviço feito, automóvel entregue, dor de cabeça na área. “A porta traseira estava desalinhada e a pintura interna do porta-malas começou a descascar e enferrujar depois de dois meses”, afirma Regina.

“A oficina não trocou as peças, só desamassou, soldou e pintou.” A solução foi vender o carro, com prejuízo, poucos meses depois. Procurada, a seguradora Tokio Marine, que assumiu a Real Seguros, não quis comentar o caso


Segundo Marcos Carvalho, analista técnico do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária), que trabalha em parceria com as seguradoras, às vezes você consegue convencer a companhia a reparar seu carro pela sua oficina preferida. “Precisa bater pé até eles cederem”, diz. Mas Carvalho reconhece que nem sempre isso adianta. E, se você estiver na situação de Regina e for obrigado a usar uma oficina desconhecida indicada pela seguradora, os especialistas dão algumas sugestões para reduzir os problemas.

Segundo Ferreira, da Unicamp, o cliente deve antes de tudo entrar em contato com a oficina para analisar o atendimento e ter certeza de que todas as suas perguntas foram respondidas. “É bom perguntar como as avarias serão consertadas e prestar atenção na limpeza e na organização da oficina.”


Um ponto importante é a capacitação dos funcionários.

Se o certificado mais recente emoldurado na parede tratar da especialização nos consertos de carros muito antigos, desconfie. Procure por certificados da ASE (Automotive Service Excellence) Brasil, ligada à indústria automotiva e que promove testes periódicos para os profissionais da área, e do Cesvi, que criou uma placa de qualificação técnica para as boas oficinas do ramo. Outra recomendação importante é observar os carros que estão sendo reparados. Oficinas maiores, que oferecem vários serviços e que reparam automóveis de alto padrão e importados, tendem a ser escolhas melhores.

Em geral, as seguradoras garantem aos clientes que o serviço prestado pelas oficinas credenciadas é de boa qualidade. Para isso, as seguradoras procuram caprichar na hora da escolha. “Consideramos fatores como a apresentação da oficina, a qualidade dos serviços e dos equipamentos e a capacitação e atualização dos profissionais”, diz Marcelo Sebastião, diretor da Porto Seguro.

Ser atendido pela rede credenciada não significa apenas problemas. Se ficar insatisfeito, você sempre pode reclamar com a seguradora, que é a responsável pelo serviço. A reclamação tem de ser formal, por meio de e-mail, dirigida ao departamento de atendimento aos clientes ou à ouvidoria, se houver. “Avaliamos a reclamação e, dependendo do ocorrido, a oficina pode perder o credenciamento”, diz Sebastião. Para as oficinas, ser credenciado em uma seguradora é um excelente negócio, pois garante fluxo constante de serviço. “Se o cliente reclama, eu faço tudo para resolver o problema rapidamente”, afirma José Pereira, proprietário da Auto Mecânica Azpesi, oficina de São Paulo credenciada em mais de cinco seguradoras.

Mesmo assim, especialistas como Ferreira preferem utilizar unicamente oficinas de sua confiança. “Só assim tenho certeza de que o orçamento de peças e serviços terá apenas itens necessários e o preço será justo”, diz ele.



FIQUE DE OLHO

Equipamentos e técnicas que merecem sua atenção na ofi cina



Solda de oxigênio-acetileno: é do tipo antigo, que usa uma ama forte, o que favorece o surgimento da corrosão. O correto é ter solda a ponto ou Mig. Para reconhecê-la, é só ver a mancha que fica na lataria. Se for grande como uma mão aberta, é acetileno. Se for um pequeno ponto, pode confiar.



Uso de jornal: eles ainda embrulham as peças com jornal? Mau sinal, pois acaba grudando na lata e afetando a qualidade do serviço. O correto é utilizar papel pardo ou plástico.



Lixa a água: se houver poças de água na área de lixamento, caia fora. O correto é lixar a seco, pois o serviço é mais rápido e o risco de corrosão e bolhas na pintura, menor.



Estufa: é uma cabine forrada de lâmpadas que acelera o processo de secagem e ainda reduz o risco de depósitos de poeira sobre a pintura.
Se a oficina tiver, é ótimo sinal.

Cabine de pintura: é uma sala fechada onde o veículo é pintado sem o contato com a poeira que há na área de funilaria. A cabine é um investimento caro e nem todas as oficinas têm, mas a qualidade do trabalho é bem superior.

POR TATIANY CAVALCANTE | FOTO CHRISTIAN CASTANHO

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Responsabilidade Civil Facultativa (RCF) – Danos Materiais ou Corporais Causados a Terceiros pelo Veículo Segurado

Vamos falar hoje sobre danos causados a terceiros
Estão cobertos por esta garantia, até o valor do Limite Máximo de Garantia contratado:

– o reembolso da indenização pela qual o Segurado vier a ser responsável civilmente, em sentença judicial transitada em julgado ou em acordo judicial ou extra-judicial autorizado prévia e expressamente pela Seguradora por danos involuntários corporais e/ou materiais, causados a terceiros pelo veículo segurado, pela carga transportada ou por veículo regularmente rebocado;

– o reembolso das custas judiciais e dos honorários de advogados (desde que autorizados pela Seguradora) nos processos civis em que o Segurado seja arrolado por um acidente com terceiros (danos materiais e/ou corporais). A escolha do advogado é exclusivamente do Segurado. O limite financeiro será o próprio Limite Máximo de Garantia, contratado para a Cobertura Responsabilidade Civil Facultativa;

– o reembolso dos danos materiais causados ao veículo rebocado pelo guincho segurado estará coberto até o Limite Máximo de Garantia (LMG), contratado exceto aqueles derivados de falha técnica, falta de manutenção e nas hipóteses de roubo ou furto que incidam sobre o veículo transportado pelo guincho segurado. O veículo rebocado é considerado também como terceiro quando está sendo transportado;

– os valores dos reembolsos aqui previstos serão deduzidos do limite máximo de garantia contratada.

A garantia de danos corporais concedida pelo presente contrato somente responderá, em cada reclamação, pela parte da indenização que exceder os limites vigentes na data do sinistro para as coberturas do Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), previstas no artigo 2º da Lei nº 6.194, de 19/12/1974.

Terceiro
Pessoa culpada ou prejudicada no acidente, exceto o próprio Segurado ou seus ascendentes, descendentes, cônjuge e irmãos, bem como quaisquer pessoas que com ele residam ou dependam economicamente.

Leia atentamente as Condições Gerais de sua apólice
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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Como escolher seu seguro de automóvel

Diante de produtos quase idênticos e diferenças de preço que ultrapassam os R$ 2 mil, a melhor opção depende do estilo de vida do segurado e da relação custo-benefício Segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos), no acumulado de janeiro a abril, as vendas de automóveis somaram 1,066 milhão de unidades, resultado 18% superior ao visto no mesmo período de 2009, que chegou a ser afetado pela crise financeira mundial. O volume representa mais um recorde - o melhor quadrimestre era o de 2008, com 909,2 mil veículos.

Quanto mais carros novos em circulação, maior a demanda pelos seguros de automóveis. Mas diante de tantas opções que o mercado segurador oferece, qual é a mais indicada, de acordo


com o perfil de cada consumidor? Que fatores ou situações podem resultar num bom ou mau negócio?

Em primeiro lugar, deve-se levar em consideração que o seguro de automóvel tem as mesmas coberturas e características em quase todas as seguradoras. Não há como fugir: a primeira variável a se estudar é o preço - elevado recentemente em cerca de 10% a 20% pela maioria das companhias, em virtude, entre outros fatores, do aumento das perdas decorrente das chuvas e da alta sinistralidade no início do ano.

Por exemplo, um homem solteiro, residente em São Paulo pagou em 2009 cerca de R$ 2.100,00 no seguro de um hatch médio (valor entre R$ 30 mil e R$ 25 mil). Em 2010, o preço cobrado pelo seguro chega a mais de R$ 2.500,00. Ou seja, alta de aproximadamente 16%.

Diante dos valores mais altos, a relação custo-benefício se torna mais relevante do que nunca.

De acordo com o especialista Carlos Barros de Moura, da BarrosDeMoura & Associados, "o consumidor não pode dispensar a ajuda especializada de um corretor de seguros e solicitar pelo menos três cotações diferentes, antes de tomar sua decisão".

Serviços agregados

É o corretor de seguros que vai explicar em detalhes as coberturas e enumerar os serviços agregados oferecidos aos consumidores - chaveiro, encanador, convênios com estacionamentos e help desk para manutenção de computadores são alguns dos muitos exemplos.

"O mais importante é que não existe uma fórmula mágica. Ao consumidor cabe a pergunta: que coberturas são mais adequadas ao meu perfil e qual é a probabilidade de precisar dos chamados serviços agregados?", indaga Barros de Moura.

Se as chances de recorrer a eles são grandes, é bom ter noção de que as maiores e melhores seguradoras não os oferecem gratuitamente.

Outro conselho valiosíssimo é falar a verdade em todas as perguntas do perfil. E, no decorrer da vigência da apólice, a mudança em qualquer item deve ser comunicada imediatamente à seguradora - até se o consumidor mudou de rua no mesmo bairro.

Nesse caso, se o novo endereço estiver avaliado com risco menor, o que significa um preço mais baixo do seguro, a companhia devolve a diferença, conforme normativa na Susep. Mas como o que vale mesmo é a relação custo-benefício, algumas simulações podem ajudar na decisão.

Simulações

Para o caso do proprietário de um Palio 1.0 Fire Flex 2008, solteiro, 27 anos, casado, principal condutor do veículo, morador da Zona Leste de São Paulo, que utiliza o carro quando vai à escola e ao trabalho, ambos com garagem, o preço numa seguradora de grande porte ligada a banco para cobertura total (roubo, colisão, incêndio e alagamento) é de aproximadamente R$ 2.750,00.

Cotando com outra grande seguradora, que também oferece excelentes serviços agregados, mas trabalha de forma independente - ou seja, não ligada a banco - o valor sobe em mais de R$ 2 mil, com um detalhe: a assistência 24 horas atende apenas dentro de um limite máximo de quilometragem, equivalente a um raio de 100 km do endereço do segurado.

Já com outra companhia, agora média e também independente, o preço sobe em cerca de R$ 1,2 mil, em relação à primeira simulação. O detalhe é que não há limite de quilometragem para assistência 24 horas, embora os serviços agregados sejam bem mais limitados.

Estilo de vida

"Com tanta diferença de preços, a decisão só fica bem embasada se o consumidor estiver muito consciente de seu estilo de vida e da necessidade, ou não, dos benefícios oferecidos pelo seguro", acrescenta Barros de Moura.

Em outras palavras, é o consumidor que deve avaliar se, por exemplo, os serviços agregados e o limite de quilometragem são importantes para deixá-lo mais protegido e tranqüilo.

Assim, a opção do seguro mais adequado passa pela análise detalhada do modo de vida de cada um e pela relação custo-benefício, considerando que, só nas simulações feitas, os preços variaram em mais de R$ 2mil.

"Há seguradoras médias e independentes. com serviços mais limitados, em que o preço do seguro pode cair pela metade. Por isso é preciso pesquisar e contar com apoio especializado.

O consumidor deve optar pelo que é melhor para ele, não exatamente pelo que é considerado o melhor dos melhores", enfatiza Barros de Moura.

Fonte: SEG, 14 DE JUNHO DE 2010 11:58 MÍDIASEG NOTÍCIAS - SEGUROS