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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Acidentes fatais de moto são 30% menos em cidade que investe em segurança

O investimento em itens de segurança vem reduzindo o índice de acidentes fatais com motociclistas nas principais capitais brasileiras. É o que revela recente pesquisa da RS1, empresa de ecommerce do setor automotivo. São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, por exemplo, apresentam redução de quase 30% nas mortes em acidentes de trânsito com motoqueiros e, ao mesmo tempo, um aumento de mais de 100% na compra de capacetes.

Segundo o estudo, São Paulo registra um crescimento de cerca de 120% na aquisição de itens de segurança entre 2013 e 2014 e, paralelamente, uma redução de 12% na mortalidade de motoqueiros em acidentes de trânsito de 2001 a 2011 (Mapa da Violência 2013 - Acidentes de Trânsito e Motocicletas). 



No Rio de Janeiro, o levantamento da RS1 mostra um aumento de quase 70% nas vendas de capacetes no último ano e redução de 27% no índice de acidentes fatais com motociclistas. Já a cidade de Goiânia apresenta queda de 40% na compra de capacetes e, ao mesmo tempo, aumento de 25% no nível de acidentes fatais, o que sugere uma clara relação entre a compra do item de segurança e o índice de acidentes fatais.

O Brasil, em 2010, figurava na 33ª posição entre os países com maior índice de acidentes fatais no trânsito a cada 100 mil habitantes. Em números absolutos, apenas China e Índia superavam os números brasileiros, segundo o Mapa da Violência 2013 - Acidentes de Trânsito e Motocicletas. 

A quantidade de pessoas que sofreram acidentes em motocicletas e são internadas pelo SUS subiu 366% de 1998 para 2012 no Brasil, segundo Mapa da Violência 2013.

Pesquisa realizada pelo Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET-SP) mostra que a cidade de São Paulo sofreu 1051% a mais de mortes em acidentes com motocicletas no ano de 2013 em comparação com Nova Iorque.

Segurança é o terceiro fator para consumidor de seguro de Automóvel

É evidente a evolução tecnológica pela qual os sistemas de segurança em automóveis passaram nos últimos anos. Este avanço é resultado tanto do crescente interesse por parte dos consumidores, que começam a ver a questão da segurança viária como algo pertinente, quanto ao esforço dos fabricantes, que têm investido no desenvolvimento de novos sistemas e equipamentos de segurança. Entretanto, ao adquirir um veículo, o consumidor brasileiro ainda prioriza o preço e a marca em detrimento da segurança, que aparece como o terceiro item mais importante.

Com o objetivo de provocar a reflexão de todos os envolvidos, principalmente os consumidores, para que decidam a compra do seu veículo baseando-se em parâmetros de segurança, além de preço e marca, a Fundación Mapfre realizou o estudo “Evolução dos Sistemas de Segurança entre 2007 e 2012 no Brasil. Análise da evolução dos equipamentos de segurança de série em veículos de passeio”.



O trabalho analisa detalhadamente a evolução dos sistemas de segurança de série instalados em veículos dos diferentes segmentos da frota automobilística do Brasil, em um período de seis anos. Assim, além de extrair dados objetivos sobre os itens de segurança de cada modelo, o consumidor poderá decidir sua compra baseando-se em parâmetros de segurança, e não apenas nas alternativas mais baratas ou em promoção.

“Os condutores não nascem seguros: eles se tornam com o passar do tempo. Dirigir um veículo com segurança não é uma técnica que se adquire rapidamente. Pelo contrário, faz parte de um lento processo de aprendizagem. Por isso, a tecnologia presente nos veículos é essencial, não só na etapa de aprendizagem, quando é usada para evitar os erros, mas também posteriormente, como assistência à condução”, alerta Wilson Toneto, presidente da Mapfre Brasil.

A instituição recomenda aos motoristas que, ao comprarem um veículo, solicitem informações exatas sobre as vantagens e as limitações dos dispositivos de segurança. 

Também ressalta que as informações sobre a segurança dos veículos precisam ser mais compreensíveis para que os compradores possam entender, de forma sucinta e clara, os equipamentos de que todos os veículos à venda dispõem.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Minas tem mais acidentes fatais envolvendo motos que São Paulo

Minas Gerais é o estado do Sudeste com mais acidentes fatais envolvendo motocicletas. A região concentra 8,3% dos casos de colisões envolvendo o veículo, ultrapassando São Paulo, que detém 4,4% das ocorrências. Essas são algumas das conclusões do levantamento do Grupo Segurador BB e Mapfre, em parceria com o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil).

O Espírito Santo está na terceira posição, com 3,6% dos registros, seguido pelo Rio de Janeiro, que detém 2,5% dos casos. O Sudeste conta com a maior frota de motocicletas do país (39%) e 18,8% das ocorrências (segunda posição no ranking nacional). “O detalhamento desse tipo de ocorrência possibilita o desenvolvimento de ações locais e focadas na redução desses números”, aponta Jabis Alexandre, diretor geral de Automóvel do Grupo BB e Mapfre.



Para a realização do levantamento, o Grupo e o Cesvi analisaram 360 acidentes envolvendo motocicletas e vítimas fatais em todo o país. Os sinistros aconteceram entre agosto de 2012 a julho de 2013. A análise nacional dos casos em todo o país revelou que a maior causa dos acidentes, 73% dos casos, é provocada pelo próprio motociclista. Em segundo lugar, estão as colisões de motos com automóveis (11%), seguido por caminhões (7%), e, em quarta posição, são batidas envolvendo animais na via (6%). Problemas na via (buracos, falta de sinalização etc.) e com o veículo respondem pelas menores causa de acidentes, 1% cada uma.