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sábado, 28 de outubro de 2017

Associação de hospitais lança cartilha para engajar paciente em tratamento

A partir de agora, as instituições hospitalares de todo o Brasil passam a contar com a Cartilha de Segurança do Paciente, documento produzido pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), com o objetivo de auxiliar as instituições de saúde a orientar seus pacientes em relação ao processo de cuidado.

A publicação foi lançada oficialmente durante o 3º Congresso Nacional de Hospitais Privados (Conahp), realizado em São Paulo entre os dias 11 e13 de novembro, e conta com diferentes orientações para fortalecer o compromisso dos hospitais com relação à qualidade e segurança.

Com o intuito de auxiliar os pacientes, seus familiares e, até mesmo os colaboradores da área, a Cartilha tem a proposta de lançar um novo olhar sobre as rotinas hospitalares para que o paciente esteja atento e possa participar de maneira mais efetiva dos cuidados com a sua saúde.



"A participação do paciente pode mudar o sistema de saúde e o papel da equipe assistencial. A empatia e a escuta ativa entre assistido e corpo clínico é uns dos passos importantes para buscar melhorias. Para conquistarmos isso, temos que fornecer orientações para população para que ela esteja atenta e possa cobrar", afirma o presidente do Conselho da Anahp, Francisco Balestrin.

Com proposta lúdica e fácil compreensão, o material reúne diferentes elementos capazes de contribuir para que o paciente conheça melhor a rotina de atendimento dos hospitais - como, a identificação do paciente, o quê fazer quando se agenda uma cirurgia, a necessidade de higienização das mãos, como proceder ao visitar pacientes internados, como se prevenir ou agir após quedas, como administrar seguramente os medicamentos, além dos direitos e deveres do paciente, entre outros passos básicos de cuidados que promovem a segurança e melhoram o resultado do tratamento.

O material será disponibilizado em www.anahp.com.br e os hospitais poderão adaptá-lo conforme as regras e normas internas de cada instituição, e que sejam distribuídas para a população.

Fonte: SegNotícias

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domingo, 3 de abril de 2016

Atraso no pagamento dos repasses das Santas Casas continua em SP

As dívidas das Santas Casas e hospitais filantrópicos com funcionários, fornecedores, bancos e órgãos públicos alcançaram em 2015 o montante de R$ 17 bilhões, sendo que em 2005, o valor girava em torno de R$ 1,8 bilhão (o equivalente a R$ 2,9 bilhões - considerada a inflação do período). Ou seja, nos últimos nove anos, esse saldo negativo cresceu seis vezes. No entanto, essa mesma proporção não foi percebida no dinheiro que entra. Apesar do Ministério da Saúde ter reajustado valores da remuneração dos procedimentos (Tabela SUS), criado linhas de crédito e elevado os repasses, tais medidas não foram suficientes para cobrir o déficit causado pelo sistema, um valor aproximado de R$ 5,1 bilhões anualmente. A partir dessa situação, a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) estima que cerca de 1.700 dos 2.100 hospitais associados operam no vermelho. 


Segundo o diretor-presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), os obstáculos na administração financeira de uma instituição filantrópica são muitos, mas foram agravados pela mudança, sem aviso prévio, na data de pagamento dos repasses do dia 5 para o dia 10 de cada mês. Além disso, e das dificuldades usuais do fim de ano que incluem o pagamento do 13º salário dos funcionários, nos últimos meses de 2014 as entidades foram surpreendidas por um novo revés.

Os recursos relativos às despesas de média e alta complexidade do mês de novembro, que deveriam ter sido liberados até o dia 10 de dezembro, foram retidos pelo Tesouro Nacional e pagos com atraso para grande parte das instituições, deixando toda a cadeia produtiva da saúde no desespero. “Quem é gestor sabe o quanto esse atraso é prejudicial para o fluxo de caixa e o funcionamento da instituição. Temos compromissos financeiros com fornecedores, colaboradores, que devem ser pagos na data marcada. Sem a entrega de suprimentos, sem os serviços de limpeza que na maioria das vezes é terceirizado, sem mão de obra, a única solução encontrada por muitos é fechar as portas para a população, infelizmente”, explicou Rogatti. 

Hospitais estaduais do Rio realizam mais partos normais que média nacional

Mais de 24 mil recém-nascidos vieram ao mundo em hospitais da Secretaria de Estado de Saúde ao longo de 2014. Do total de partos nas oito maternidades estaduais, 15.519 foram normais e 9.001, cesáreas. O número de partos normais nos hospitais do Estado do Rio foi de 64%, ou seja, acima da média nacional, que foi de 48% - segundo pesquisa realizada ano passado pela Fiocruz. Entre as unidades da SES, o destaque foi o Hospital Estadual da Mãe, que realizou 6.123 partos, dos quais 78% foram normais.

O parto normal é o procedimento mais recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pois é mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. As vantagens são várias, como índices de complicações reduzidos, diminuição das dores pós-operatórias e agilidade na recuperação da mãe. A SES implementa condutas de conscientização da equipe, a fim de que os médicos tenham uma abordagem criteriosa para a melhor prática, seja ela o parto normal ou cesáreo, respeitando o perfil clínico da gestante. O objetivo é que não sejam realizadas cesarianas de maneira indiscriminada.


“Todas as maternidades estaduais adotam a política nacional de humanização, que preconiza o parto humanizado. Essas técnicas procuram minimizar o estresse no trabalho de parto e propiciam maior tranqüilidade durante o nascimento do bebê. Nossas unidades têm perfil para partos de alto risco, portanto o parto normal é incentivado respeitando as condições clínicas da paciente”, afirma o coordenador de maternidades da Secretaria de Estado de Saúde, Jorge Calás.

Em 2014, o Hospital Estadual Rocha Faria se tornou o primeiro do Brasil a receber o título de Amigo da Criança e da Mulher. A chancela é inédita na rede de saúde, tanto entre unidades públicas quanto particulares. O hospital, localizado na Zona Oeste do Rio, foi o primeiro a se adequar às novas diretrizes de qualidade e humanização na assistência materna e infantil estipuladas pelo Ministério da Saúde e Unicef.

Outros projetos com foco no atendimento humanizado tiveram início na rede estadual de saúde em 2014. O uso da redinha foi um deles, sendo introduzido nas Unidades de Terapia Intensiva e Unidade Intermediária (UI) Neonatal da maternidade dos hospitais estaduais Rocha Faria, Albert Schweitzer, Mãe e Mulher Heloneida Studart. Colocado em uma rede dentro da própria incubadora, o bebê fica cerca de uma hora e meia, favorecendo uma recuperação mais rápida.

Ministério cria incentivo para ampliar transplantes de medula óssea

Até 2016,s pacientes que precisam de um transplante de medula óssea poderão contar com um número maior de leitos para a realização do procedimento. A expectativa do Ministério da Saúde é triplicar os existentes, passando de 88 para 250. A partir de incentivo financeiro, o objetivo é ampliar a capacidade de realização de transplante de medula óssea não- aparentado (alogênico) no país.

A pasta vai investir R$ 240 mil para abertura de cada novo leito ou ampliação dos já existentes, destinados a transplantes entre doadores e receptores sem ligação familiar. O recurso garante ainda a criação e a melhoria da qualificação da equipe de atendimento, a aquisição de equipamentos e materiais, além de permitir a reforma e/ou construção dos Centros de Transplantes, que hoje somam 27 unidades. Em 2003, eram apenas quatro serviços.


Para receber os recursos, os hospitais precisam apresentar um projeto ao Ministério da Saúde, se comprometer a habilitar cinco leitos e a realizar, no mínimo, dez transplantes de medula óssea não aparentado por ano, considerado o mais complexo. O transplante de medula óssea é um procedimento de alta complexidade. O paciente transplantado praticamente zera toda a sua capacidade de resposta imunológica, e, por isso, requer infraestrutura hospitalar que atenda requisitos de segurança, como isolamento, e uma equipe multidisciplinar qualificada para garantir o sucesso do procedimento.

De acordo com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o Brasil ampliou o número de potenciais doadores de medula óssea nos últimos anos. Em 2003, eram 300 mil. Hoje, são mais de 3,5 milhões de pessoas inscritas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). “Agora, um dos desafios a ser superado na área é garantir, aos pacientes que encontraram um doador compatível, acesso a leitos para se submeterem ao transplante. Por isso, estamos investindo na ampliação do serviço, estimulando, com recursos financeiros, hospitais públicos e filantrópicos a integrarem a rede de instituições credenciadas para realização deste tipo de procedimento.

Esperamos passar de 88 leitos para 250 nos próximos dois anos”, ressaltou o ministro.
Outra novidade na área é a possibilidade de expansão da rede de atendimento. Antes restrito a hospitais de ensino, agora, a criação de novos centros também poderá ser solicitada por hospitais de gestão municipal, estadual e por entidades filantrópicas. Após aprovação e envio do recurso, o gestor local (Secretarias Estadual e Municipal de Saúde) terá 18 meses para executá-lo. Todas essas medidas estão detalhadas na Portaria 2.758, de 11 de dezembro de 2014.

Nos últimos 10 anos, o Brasil se esforçou para construir o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), que é hoje o maior do mundo, com mais 3,5 milhões de registros. O banco reúne as informações genéticas e dados cadastrais dos doadores voluntários de medula óssea. Duas vezes ao dia, um sistema informatizado realiza o cruzamento das informações genéticas dos pacientes que estão necessitando de um transplante de medula com as disponíveis no Redome.

No Brasil, 78 hospitais oferecem transplante de medula do tipo autólogo (quando o paciente é seu próprio doador), e 27 unidades são credenciadas para transplantes alogênicos, entre pessoas que não são parentes. Entre 2003 e 2013, o Ministério da Saúde investiu em pesquisas envolvendo transplantes. Nesse mesmo período, a pasta fomentou 29 pesquisas nessa área, totalizando um investimento de R$ 4,4 milhões.