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sábado, 16 de setembro de 2017

Corretores de seguros devem investir no empreendedorismo


A variação acumulada da arrecadação nos cinco primeiros meses de 2015 dos produtos típicos de seguros como, por exemplo, automóvel, pessoas, residencial e empresarial, ficou em torno de 6%, quando comparada ao valor do mesmo período de 2014. Essa é a principal conclusão da edição de julho da “Carta de Conjuntura do Setor de Seguros”, publicação assinada pelo Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) e que traz um mapeamento mensal do mercado de seguros.

A expectativa, porém é de que esses números melhorem a partir do segundo semestre deste ano, como é tradição no setor. O desafio do segmento de ramos elementares em 2015 deve ser o de tentar acompanhar as taxas inflacionárias do período.

A tarefa é complexa, principalmente diante de projeções como a retração de quase 2% do PIB e do recuo de, pelo menos, 20% nas vendas de automóveis.



Para o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, não há espaço para o desânimo. “Para alcançarmos o êxito esperado, temos de continuar investindo em diferenciais de produtos e serviços, nichos promissores e técnicas de vendas e de fidelização de clientes, consolidando nosso papel de empreendedores do mercado”, afirma.

A “Carta de Conjuntura” mostra ainda que o desempenho positivo dos segmentos de VGBL (incluindo Previdência) e Resseguros contribuiu significativamente para que o faturamento do setor registre uma alta de 15% nos primeiros cinco meses de 2015.

No último mês de maio, a receita do segmento de VGBL (incluindo Previdência) apresentou uma variação positiva de 25% e o de resseguro local de 37%, quando comparados, respectivamente, com os períodos de maio e abril do ano passado.

Fonte: SegNotícias

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Consultores de seguros criticam falta de atenção de seguradoras


A concorrência acirrada, a redução de custos com diminuição do quadro de colaboradores e um volume crescente na demanda de trabalho são fatos comuns na maioria das empresas brasileiras. Porém, quando essa passa a ser também a realidade de operadoras e seguradoras, quem mais sofre com isso são os corretores e consultores de seguros.

No meio de uma relação conflituosa entre operadoras e beneficiários, os profissionais tem percebido que a falta de atenção e de proximidade impede a resolução de problemas simples, mas rotineiros. "Sabemos que todos têm muito trabalho a fazer, mas é preciso que as operadoras dediquem algum tempo para nos ouvir. Temos queixas freqüentes dos nossos clientes e simplesmente não conseguimos entregar soluções porque não há devolutivas dos problemas que apresentamos", explica a consultora de seguros Barbara Belliene, da Lockton Brasil.

Um dos reflexos dessa situação aconteceu recentemente, quando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu a comercialização de 87 planos de saúde de 22 operadoras, afetando 3,2 milhões de beneficiários. Entre as principais reclamações dos clientes estavam justamente o não cumprimento dos prazos máximos de atendimento e outras queixas de natureza assistencial, como negativas indevidas de cobertura.



Para voltar a comercializar seus planos, as operadoras precisam resolver os problemas assistenciais para que possam receber novos beneficiários. “Já ouvi outros corretores reclamando que algumas operadoras, quando crescem demais, se tornam também mais burocráticas. Isso afeta não apenas o desenvolvimento de novos negócios, mas também os que já estão ativos na carteira”, garante Marcos Garofalo, da Cedo Consultoria.

Um dos motivos para o agravamento dessa situação talvez esteja no fato de que algumas instituições financeiras continuam abrindo novos canais de venda. Para combater esse aumento da concorrência, uma das armas mais utilizadas é a redução de custo dos planos e produtos. Porém, quando os reflexos dessa precarização atingem o beneficiário, costumam dar dor de cabeça ainda maior aos corretores de seguros.

Percebendo uma oportunidade nesse cenário, uma operadora de planos exclusivamente odontológicos tem buscado se aproximar mais dos corretores insatisfeitos para alavancar novos negócios e construir um modelo de parceria verdadeiramente profissional. Essa postura levou o Inpao Dental a aumentar em 55,7% o número de beneficiários e ao mesmo tempo reduzir a sinistralidade em quase 20% em comparação ao índice médio registrado pelo mercado nos últimos anos.

“Toda a nossa estrutura de operação é baseada em menor burocracia e maior devolutiva sobre as demandas e necessidades dos nossos parceiros. Já trabalhamos dessa forma há muito tempo e acreditamos que esse perfil é um dos motivos para termos uma alta fidelidade. Tanto, que a média de permanência dos nossos clientes na carteira é de 10 anos”, revela José Henrique de Oliveira, diretor de Operações e Credenciamento do Inpao Dental.

Vale lembrar que desde o início do programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento da ANS, 1.099 planos de 154 operadoras já tiveram as vendas suspensas. Outros 924 planos voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento. Vale lembrar que o Brasil possui hoje 50,8 milhões de consumidores com planos de assistência médica e 21,4 milhões com planos exclusivamente odontológicos.

Fonte: SegNotícias

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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Crescimento do mercado de seguros impulsiona demais setores da economia

Contrariando boa parte dos números da economia brasileira, segundo anúncio feito recentemente pela Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg), o mercado de seguros é um dos que tem tido melhor desempenho neste ano de 2015, alimentando as expectativas de crescimento de aproximadamente 12%. Alguns fatores foram cruciais para esse crescimento, como a escassez de recursos naturais e a onda de corrupção, responsáveis pelo cenário de incertezas, o que tem motivado as empresas se resguardarem de possíveis sinistros.

Se, por um lado, a crise prejudica setores como varejo, automóveis e construção, o crescimento dos seguros impulsiona a profissionalização de corretores e abre espaço para novos postos de trabalho nesse nicho de mercado, o aporte de novas companhias, redes de franquias que comercializam o serviço e empresas dos mais diversos segmentos, que dão o suporte para a operação dessas instituições.



A visão do mercado continua otimista, afinal somente no primeiro trimestre desse ano, segundo a  Superintendência Nacional de Seguros Privados (Susep), o crescimento do setor de seguros foi de 16% em comparação ao mesmo período do ano passado. E embora a economia continue em retração, a estimativa é que o índice atinja os 50% até 2020, conforme dados da consultoria KPMG.

Fonte: SegNotícias

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