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sábado, 28 de outubro de 2017

Pesquisa mostra que brasileiros estão preocupados com a má formação dos médicos


Pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM), aponta preocupação dos brasileiros quanto à qualidade da formação dos médicos. Nada menos do que 91% dos entrevistados compreendem que o recém-graduado deve se submeter obrigatoriamente a exames de proficiência, nos moldes do que ocorre há décadas na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"É significativo ver essa percepção sobre o preparo daquele que é treinado para salvar vidas. A maioria dos cidadãos de fato vê a degradação do ensino médico brasileiro, o que também é nossa avaliação", acentua Florisval Meinão, presidente da APM.

"Lamentavelmente, os governos, já há algumas décadas, abrem faculdades de medicina indiscriminadamente, sem estrutura adequada à formação de qualidade". Ainda sobre a qualificação dos médicos brasileiros, 35% dizem acreditar que o ensino decaiu nos últimos anos, enquanto 43% acham que continuou no mesmo nível. No Sudeste, 43% enxergam piora.

"Estamos abrindo cursos sem a mínima infraestrutura. Assim, formamos maus profissionais. O cenário é pior nas escolas novas, com menos de dez anos. A pesquisa Datafolha deixa claro o temor da população com esses novos médicos. Precisamos de uma graduação alicerçada na qualidade, não em quantidade", reforça Florisval.



A preocupação dos brasileiros também se estende ao Programa Mais Médicos para o Brasil. Imensa maioria dos entrevistados, 89%, é a favor da aplicação de exames a profissionais de outros países que queiram atuar no país, a fim de comprovar efetiva capacitação, conhecimento e boas práticas.

"Sem uma prova de nível, não temos como assegurar que essas pessoas tenham passado por boas escolas de medicina, aprendido e apreendido. Muitos dos que são encaminhados para cá são formados pela Escola Latino-Americana de Medicina, de Cuba, onde o currículo não é equiparável ao nosso", argumenta o presidente da APM.

A pesquisa ouviu 4.060 pessoas acima dos 16 anos de todo o Brasil, com abordagem pessoal e via telefone a partir de questionário estruturado. As entrevistas foram realizadas entre 1° e 8 de agosto.

Ao todo, 40% dos abordados são das Regiões Metropolitanas e 60% do Interior. A distribuição da amostra é: 15% Norte/Centro-oeste; 27% Nordeste; 43% Sudeste; e 15% Sul. A margem de erro, para o total, é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiança de 95%.

A amostra é composta por 52% de mulheres e 48% de homens. Quanto à escolaridade, 44% têm ensino fundamental, 42% apresentam ensino médio e 14% superior; 42% tem renda familiar mensal de até dois salários mínimos; 48% são pertencentes à classe C.

Fonte: SegNotícias


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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Pesquisa mostra problemas em assistência de planos de saúde


Em São Paulo existem atualmente 32,4 milhões de homens e mulheres, com 18 anos ou mais, segundo o IBGE (Censo 2010/Estimativa 2014), sendo 13,6 milhões usuários de planos de saúde, dos quais 88% (11,9 milhões), usaram os serviços nos últimos 24 meses. Do grupo que recorreu aos planos de saúde nos últimos 24 meses, 84% relataram problemas; projetando o número para os 11,9 milhões de usuários chega-se a aproximadamente 10 milhões de pacientes enfrentando problemas. 

Tendo como base pesquisa DataFolha encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM) especialmente para apurar a opinião dos pacientes sobre a qualidade da assistência oferecida por planos de saúde no Estado de São Paulo, no item consultas médicas, entre os problemas mais frequentes destacam-se demora na marcação de consultas (58%) e médico saiu do plano (34%). A pesquisa mostra também que, por falta de opções de atendimento no plano de saúde, 20% declaram que recorreram ao SUS.

O quadro é preocupante. Problemas importantes no atendimento em pronto-socorro, as dificuldades de quem necessita de uma cirurgia, os complicadores para realização de exames e procedimentos de maior custo, as barreiras impostas pela burocracia, o suplício para a marcação de consultas, as conseqüências do descredenciamento de médicos, hospitais e laboratórios, entre outros pontos, são queixas recorrentes e gravíssimas.

A pesquisa foi realizada junto a homens e mulheres, com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes econômicas, que possuem plano ou seguro saúde como titulares ou dependentes e que utilizaram algum serviço nos últimos 24 meses. A coleta de dados aconteceu de 30 de julho a 04 de agosto de 2015. A amostra total, com o público-alvo, é de 900 entrevistas. A margem de erro máxima é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

A investigação estimulada sobre a utilização de serviços e percepção de problemas tem como principais reclamações o pronto atendimento/pronto socorro (80%) consultas médicas (69%), exames e diagnóstico (58%). Local de espera lotado é o principal problema apontado pelos usuários do pronto atendimento (73%). Demora para ser atendido também é um aspecto importante, mencionado por 61% dos usuários. Outras reclamações que merecem ser destacadas são demora ou negativa para realização de procedimentos necessários (34%) e negativa de atendimento (11%).

O entendimento da APM, neste caso, é que os dados são preocupantes, pois é nos prontos socorros que encontramos casos mais graves e, portanto, necessitando de resolubilidade imediata.

O quesito atendimento hospitalar/internação também figura entre as principais reclamações dos usuários (51% de ocorrências de problemas). Os principais problemas são as poucas opções de hospitais (43%) e a demora para autorização de internação (23%).

Quando a pauta são as cirurgias, há 31% de ocorrências de problemas. A demora para autorização (23%), negativa de cobertura ou autorização (15%) e falta de cobertura de materiais especiais (12%) são as queixas mais citadas.

Quanto aos exames e diagnósticos, as queixas mais comuns referem-se à demora para marcação (35%), poucas opções de laboratórios e clínicas especializadas (32%), tempo para autorização de exame ou procedimento (29%).

Outros números mostram que 54% têm a percepção de que os planos pressionam os médicos para reduzir o tempo de internação hospitalar ou UTI; 68% têm a percepção de que os planos dificultam a realização de exames de maior custo; e 58% têm a percepção de que os planos pagam aos médicos um valor muito baixo por consultas e procedimentos.

O presidente da APM, Florisval Meirão, diz que os problemas persistem, mesmo com as normas da Agência Nacional de Saúde que estabelecem prazos para atendimento dos usuários. "A ANS emitiu algumas normas disciplinando o prazo máximo para marcação de consultas, mas grande parcela tem dificuldade. Parte porque procura médico específico que não está disponível, mas grande parte tem dificuldade em encontrar especialistas. Outros, desconhecem as regras ou não utilizam os canais para resolver o problema", disse Meirão.

Para ele, a demora no atendimento ao paciente em um setor de emergência é inaceitável. "As pessoas procuram o pronto-socorro porque há algo que exige atendimento imediato. A demora excessiva é inaceitável. Isso já foi denunciado, mas infelizmente continuamos vivendo esse problema", disse.

"É fato que faltam leitos e a disponibilidade de hospitais tem sido restrita e isso traz grande dificuldade. O número de leitos é insuficiente e isso não se resolve a curto prazo. É preciso que os empresários tomem providências, mas em um momento de crise, como o que vivemos, é difícil que façam", completou o presidente da associação.

Fonte: SegNotícias


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quinta-feira, 22 de maio de 2014

Denúncias sobre abusos de planos

Preocupada com os recorrentes abusos de empresas de planos de saúde contra médicos e pacientes, a Associação Paulista de Medicina (APM) anuncia acabar de lançar o serviço 0800 173 313 para denúncias de eventuais negativas de cobertura, dificuldade de acesso, negativa de exames e outras supostas irregularidades. A idéia é auxiliar os profissionais de medicina e usuários a obterem solução adequada e mais rápida possível para seus problemas.


As queixas também podem ser registradas pelo e-mail saude@apm.org.br, sendo que a APM enviará respostas entre 7 e 15 dias. Também serão encaminhados relatórios periódicos à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cobrando solução para as reclamações apresentadas. O canal 0800 173 313 da APM funciona de segunda à sexta, das 10 às 17h.