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sábado, 16 de setembro de 2017

Proteste: veículo mais roubado pode não ter o seguro mais caro


O custo do seguro do carro pode impactar o orçamento familiar, por isso é importante pesquisar a variação dos valores cobrados em função do modelo, antes da compra de um novo veículo. A Proteste Associação de Consumidores pesquisou o preço do seguro para os doze veículos mais roubados/furtados, de acordo com os dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e constatou ao analisar 48 cenários, que não necessariamente o veículo mais roubado terá o seguro mais caro.

É o caso do Hyundai i30 1.6 16V Flex 5p Aut, que apresentou o custo médio anual do seguro mais elevado para todos os perfis analisados, apesar deste modelo não estar entre os mais visados pelos ladrões. Para um dos perfis (homem RJ), o custo anual é 348% mais caro em relação ao modelo mais em conta do mesmo cenário.



Para o estudo, a Proteste definiu dois perfis de condutores (homem e mulher) em duas cidades da região sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo). Ao todo, foram analisados 48 cenários distintos.

Em todos os cenários, foi considerado um seguro com 100% de cobertura da Fipe, cobertura de R$ 50 mil para danos materiais e corporais a terceiros, cobertura de R$ 5 mil para acidentes pessoais de passageiros, em caso de morte e invalidez, e assistência 24 horas. Todas as cotações foram feitas no dia 16 de julho.

No primeiro cenário, foi considerado o perfil masculino em São Paulo, o segundo o mesmo perfil masculino no Rio de Janeiro, o terceiro o perfil feminino em São Paulo e por último o perfil feminino na cidade carioca.

Para o primeiro perfil, o seguro mais barato, considerando os doze veículos analisados, foi o Fox 1.0 Mi Total Flex 8v 5p, que apresentou um custo anual médio de R$ 2.195,64. Já o modelo Hyundai i30 1.6 16V Flex 5p Aut obteve um custo médio anual de R$ 5.060,89. O que representa um aumento de 130% em relação ao custo anual do seguro do Fox para este painel.

Já para o segundo perfil, o veículo que aprese ntou o seguro mais em conta (média anual de preços) foi o modelo Celta Spirit / LT 1.0 MPFI 8V Flex 5p, onde o custo médio anual foi de R$ 1.416,09. E o modelo Hyundai i30 1.6 16V Flex 5p Aut, novamente foi quem apresentou o maior custo anual, de R$ 6.343,26. O modelo da Hyundai tem o um custo médio anual superior em 348% em comparação ao modelo mais barato.

No perfil feminino em São Paulo, o modelo Fox 1.0 Mi Total Flex 8V 5p. mais uma vez foi quem apresentou o custo médio anual mais em conta do que os demais veículos mais roubados/furtados (R$ 2.052,69). E mais uma vez o modelo Hyundai i30 1.6 16V Flex 5p Aut, lidera como o modelo com o custo anual mais elevado (R$ 5.653,89). O veículo da Hyundai superou em 175% de diferença no custo médio anual do seguro, se comparado com o modelo que possui o custo anual médio mais em conta. 

E na cidade do Rio de Janeiro, o modelo que apresentou o custo médio anual do seguro mais em conta, mais uma vez, foi o Celta Spirit / LT 1.0 MPFI 8V Flex 5p, cujo custo médio foi de R$ 1.396,85. Já o custo médio anual mais elevado ficou novamente com o modelo Hyundai i30 1.6 16V Flex 5p Aut (R$ 5.684,75). 

O preço do seguro automotivo varia em função de diversos itens como idade, sexo, endereço, modelo e ano do veículo etc. É comum encontrar preços distintos entre seguradoras concorrentes no mercado, importante para o consumidor fazer uma busca de preço prévia dos valores de seguros em várias seguradoras, para economizar na hora da contratação.

Só para se ter uma idéia, no cenário do homem/SP, Hyundai i30 1.6 16V Flex 5p Aut, era possível economizar mais de R$ 3,82 mil no seguro se o consumidor optasse por uma das seguradoras apresentadas na cotação online. O que representa uma economia de 49% em relação à seguradora mais cara.

Fonte: SegNotícias

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sábado, 19 de novembro de 2016

Seguro de carro - Perfil do Condutor - QAR


















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sábado, 9 de abril de 2016

Maioria das colisões acontece nas quintas-feiras

É durante o horário comercial e nas quintas-feiras que os motoristas de Brasília mais se envolvem em acidentes. Esses são alguns dos apontamentos do levantamento do Grupo BB e Mapfre sobre o comportamento dos segurados de Brasília, realizado entre janeiro e agosto de 2014. No período, foram 8 mil colisões registradas e atendidas pelo Posto de Atendimento Rápido Especializado (PARE), espaço destinado a atender os clientes de seguro automóvel do grupo.

O estudo mostra que a quinta-feira registra o maior número de acidentes em relação aos outros dias da semana. Foram 1.760 batidas, 22% dos casos. O sábado está em segundo lugar com 18% dos registros, 1.440 colisões, seguido pela quarta-feira com 17% do total, 1.360 ocorrências. A segunda, terça e sexta-feira apresentam o mesmo volume de 1.040 colisões, representando 13% dos registros cada um. O domingo é o dia com menos acidentes, registrando 320 colisões - 4%.



Com fluxo intenso de automóveis nas ruas, o horário comercial concentra a faixa com maior índice de acidentes de trânsito. Das 8 mil ocorrências registradas, 5.440, sendo 68% dos casos, aconteceram entre 7h e 18h. Em segundo lugar está o período da noite, com 2.080 batidas (26%), seguido pela madrugada, que detém o menor número. Foram 480 acidentes, sendo 6% do total.

Os dados dos atendimentos também revelam o perfil mais cauteloso das motoristas nas ruas. As mulheres se envolveram em 3.360 colisões, enquanto os homens participaram de 4.640 casos.

A idade dos motoristas foi outro item avaliado pelo levantamento. Os jovens condutores, com menos de 26 anos, se envolveram em 10% das batidas, enquanto a faixa seguinte, entre 27 e 36 anos, responde pelo maior volume de ocorrências, com 35% do total, sendo 2.800 casos.

A partir dos 37 anos, o índice reduz conforme a faixa etária. Os condutores entre 37 e 46 anos compõem 20% dos registros, com 1.600 batidas, seguidos pelos motoristas de 47 a 56 anos que se envolveram em 1.520 colisões, 19% dos casos avaliados. O grupo entre 57 e 66 anos representa 9% do levantamento - 720 ocorrências -, e com mais de 67 anos 7% dos registros (560 acidentes). O levantamento foi elaborado com base nos atendimentos realizados pelo P.A.R.E. de Brasília.

Idade do condutor encarece em 129% o seguro do automóvel

Escolher um seguro para carros que caiba no bolso do consumidor é cada vez mais difícil. No caso do condutor jovem e morador de uma região mais distante do centro, o valor pesa ainda mais. Essa foi a conclusão da corretora BemMaisSeguro.com, que analisou a variação do preço conforme idade, bairro e sexo.

Segundo a pesquisa, um condutor com 20 anos chega a pagar 129% mais pela proteção do que um motorista de 40 anos. A região também influencia na cotação do serviço. É o caso dos moradores de São Mateus, bairro líder nas estatísticas de roubos na capital paulista, localizado a cerca de 20 km do centro, que desembolsam um valor 61% superior em relação aos residentes da Vila Mariana. O levantamento ainda apontou que na comparação entre os sexos, o seguro dos homens saem 12% mais caro que as mulheres.



Para oferecer uma alternativa mais econômica, a BemMaisSeguro.com disponibiliza o Seguro Auto, serviço sem necessidade de análise do perfil do condutor. O preço da proteção só leva em conta o modelo e ano do veículo e pode ser adquirido pela internet a partir de R$ 69 por mês. O seguro básico protege contra roubo e furto, e podem ser contratadas coberturas adicionais, como colisão total e assistência 24 horas. “Nossa intenção é não deixar o consumidor sujeito a tantas variáveis que encarecem o valor final do seguro e, ao mesmo tempo, oferecer um serviço de qualidade e indispensável”, afirma Marcello Ursini, presidente da BemMaisSeguro.com.

A corretora usou como referência uma cobertura básica cotada por um morador da Vila Mariana, com 30 anos, proprietário de um Palio (1.0/2015) zero-quilômetro. A metodologia ainda considerou que o condutor conta com garagem em casa, percorre diariamente 20 km para trabalhar e estaciona o seu veículo na rua.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Segurado que mentiu perde direito a ser indenizado por perda total do veículo

Nos contratos de seguro de veículos, se ficar evidenciada má-fé do segurado capaz de influenciar na aceitação do seguro ou no valor do prêmio, a conseqüência será a perda do direito à indenização securitária. O entendimento foi proferido pela 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) ao julgar recurso de uma empresa de logística contra a Companhia de Seguros Minas Brasil, que se recusou a pagar indenização por colisão ocorrida com o veículo da recorrente.

A seguradora alegou má-fé nas respostas ao questionário de avaliação de risco. A empresa declarou que o carro era exclusivo para lazer e locomoção do proprietário, quando na verdade era utilizado para fins comerciais. A sentença condenou a seguradora a pagar o valor de R$ 40 mil à segurada, mas rejeitou a compensação por danos morais. A empresa e a seguradora apelaram para o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), que reformou a sentença.


O tribunal estadual considerou que não deveria prevalecer o contrato, pois, ao preencher a proposta de seguro, o segurado faltou com a verdade. Para o TJ-GO, houve o rompimento do princípio da boa-fé objetiva, por isso, “ocorrendo o sinistro com a perda total do bem segurado, perde o apelado o direito de receber a indenização e a seguradora fica exonerada do encargo indenizatório”, conforme estabelece o artigo 766 do Código Civil. Inconformada, a empresa segurada interpôs recurso especial no STJ, alegando que deveria receber a indenização, uma vez que não teria sido configurada a má-fé.

O ministro Villas Bôas Cueva, relator do recurso, afirmou que o contrato de seguro é baseado no risco, na mutualidade e na boa-fé, que constituem seus elementos essenciais, assumindo maior relevo, pois tanto o risco quanto o mutualismo são dependentes das afirmações das próprias partes contratantes.

O relator explicou que a seguradora, nesse tipo de contrato, utiliza as informações prestadas pelo segurado para chegar a um valor de prêmio conforme o risco garantido e a classe tarifária enquadrada, “de modo que qualquer risco não previsto no contrato desequilibra economicamente o seguro”. Por isso, acrescentou, “a má-fé ou a fraude são penalizadas severamente no contrato de seguro”.

Segundo o ministro, uma das penalidades para o segurado que agir de má-fé, ao fazer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da proposta pela seguradora ou na taxa do prêmio, é a perda da garantia.

Villas Bôas Cueva destacou que nem toda inexatidão ou omissão de informações ocasionará a perda da garantia, “mas apenas a que possa influenciar na aceitação do seguro ou na taxa do prêmio”. Para o ministro, retirar a penalidade de perda da garantia securitária nas fraudes tarifárias “serviria de estímulo à prática desse tipo de comportamento desleal pelo segurado, agravando de modo sistêmico, ainda mais, o problema em seguros de automóveis”.

O relator afirmou que se a seguradora não cobrar corretamente o prêmio por dolo do segurado, e a prática fraudulenta for massificada, isso acabará por onerar o preço do seguro para todos. Segundo Villas Bôas Cueva, o segurado perdeu a garantia da indenização porque o acidente ocorreu durante o uso habitual do veículo em atividades comerciais, “e as informações falseadas eram relevantes para o enquadramento do risco e para a fixação do prêmio”.

O ministro explicou que a má-fé seria afastada apenas se o sinistro fosse conseqüência de um comportamento isolado da segurada, em que ficasse caracterizada a força maior ou a eventualidade, ou se a informação truncada não fosse relevante para a fixação do prêmio.

sábado, 7 de julho de 2012

Carro sem seguro, proprietário sem tranquilidade

No primeiro semestre, mais de 12 mil carros foram emplacados e metade tem seguro; furtos aumentam 19,26%

O sustento da família de João Barros da Silva, 56 anos, sai do táxi que ele usa para  trabalhar. Sem o veículo, o motorista não teria de onde tirar o  ganha-pão. Na noite de 27 de junho, João estava no ponto da avenida Santa Cruz quando foi abordado por um homem armado. Sem reagir ele entregou o  carro ao bandido. “Na hora veio à minha cabeça que não tenho seguro e como iria trabalhar a partir de então”, conta.

A situação da família do taxista estava comprometida, quando depois de uma semana o veículo Ford Focus 2008 foi encontrado em Salto de Pirapora. “Tive muita sorte. Apesar do carro está com alguns defeitos, porque o ladrão arrebentou alguns fios, recuperei meu serviço”, detalha.



Nem todo mundo que é furtado ou roubado tem a mesma sorte de João ao reencontrar seu automóvel. No primeiro semestre deste ano foram emplacados 12.936 veículos. Destes, cerca de seis mil contam com seguro de automóvel. No mesmo período, houve 1.090 furtos, 19,26% a mais do que em 2011.

Dentro das estatística está o operador de monitoramento Deivison Leocádia, 27, que perdeu seu Gol/ VW na noite de 1° de maio, em frente à uma farmácia na avenida Antônio Carlos Comitre, no Parque Campolim. “Encontrei uns amigos do outro lado da avenida e atravessei para cumprimentá-los. Foi eu virar as costas que levaram meu carro”, lembra a vítima.

O carro de Deivison também não conta com seguro. “Na hora bateu aquele desespero e pensei no seguro”, lamenta. Na época, houve mobilização dos amigos de Deivison que postaram a foto do carro nas redes sociais na busca de encontrá-lo, porém sem sucesso.

Sortudo/
Ao caminhar pelo Mercado Municipal, no Centro, o vendedor Daniel Gerbeli, 32, reconheceu o Gol/ VW da sua ex-mulher que havia sido furtado há um mês. A Polícia Militar seguiu o suspeito e recuperou o carro entre a rua Padre Luiz e São Bento.

Homem é maioria nas seguradoras
Encarado como necessidade, procura por seguro cresce entre motociclistas. Além de cobrir despesas do carro, benefício atende serviços domésticos.

O perfil de quem procura por seguro é homens e a maioria na condução de uma motocicleta, atingindo o índice de 86%, de acordo com o presidente do Sincor (Sindicato dos Corretores de Seguros), Mário Sérgio de Almeida Santos.

Já para o administrado da Cofia da Seguros,  Vornei Puentedura, existe uma diversidade de perfis. “O seguro é cada dia mais encarado como necessário independente do perfil do proprietário. Nota-se um crescimento dos segurados da classe C.”

Prova disso é que o perfil do motorista que mais procura por seguro é o de veículos populares, mais antigos e de menor valor, já que atualmente existem produtos específicos para eles.

Tranquilidade/ 
O seguro de automóvel, além de cobrir contra furto, oferece benefícios como para casos de colisão, incêndio e danos a terceiros. Além das coberturas básicas, o seguro pode agregar uma série de serviços, como: carro reserva, cobertura para vidros e faróis, guincho, descontos em estacionamentos e oficinas, até reparos domésticos ou hospedagem.

Vornei relata que até o momento a seguradora fez contrato para 1.192 veículos. No mesmo período do ano passado houve a procura de 914 automóveis. Diferença de 23,32%.

Dez motos mais roubadas em 2011 no Estado
Honda CG Titan 125: 19.223 unidades; Honda CG Titan 150: 10.113; Honda CBX 250 Twister: 5.946; Honda C100 Biz: 4.109; Yamaha YBR: 3.370; Honda Biz 125: 2.950; Honda NXR 150: 2.665; Yamaha YS 250 Fazer: 1.841; Honda XR 250 Tornado: 1.779; Honda NX4 Falcon: 1.585.

Valores de seguro
Em 2011, seguros que custavam R$ 1.100 estão R$ 1.300.

Por modelo
Até 200cc em média de R$ 1.500 a R$ 1.800, acima de 200cc R$ 2.500 a R$ 2.800 por ano


Fonte: Tatiane Petron

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Abrir mão para pagar menos no seguro

Quer economizar na hora de assinar a apólice? Saiba o que você pode fazer para baixar o preço do seguro

Procurar o melhor negócio e perguntar sempre se é possível pagar menos. Ao seguir essas recomendações simples, a especialista em importação Flavia Felgueiras economizou quase 2000 reais ao fazer o seguro do seu New Beetle 2008. O recurso foi simples: Flavia optou por elevar o valor da franquia e obteve um belo desconto no prêmio. Mágica? Não, estatística. O preço de um seguro, chamado prêmio, é calculado pela probabilidade de ocorrer um acidente, tecnicamente chamado de sinistro. Dados como perfil do segurado, localização e utilização do veículo são preponderantes na hora de definir o preço do seguro.

Alguns detalhes não podem ser mudados. Idade, por exemplo. Os seguros sempre serão mais salgados para motoristas com idade entre 18 e 25 anos. Além de serem mais jovens e estatisticamente mais dispostos a dirigir perigosamente, esses motoristas em geral estudam e, para piorar a situação, as redondezas de universidades são consideradas pontos críticos pelas seguradoras, por serem áreas de alta incidência de furtos de veículos.



Entretanto o segurado não precisa se conformar com o que as companhias oferecem, e pode conseguir pagar menos se souber negociar antes de assinar o contrato. Algumas empresas oferecem bons descontos a quem instalar equipamentos que protejam o carro de roubos, como rastreadores e dispositivos que impedem que o carro seja ligado.



Outro recurso, se o carro for dividido por um casal, é fazer o seguro no nome dela. “As estatísticas provam que as mulheres são mais cautelosas ao dirigir, por isso as seguradoras cobram menos”, diz o consultor Anderson Tonhato, da Stremo Consultoria.



Foi o que fez Flavia, ao perceber que o seguro no nome do marido custaria bem mais caro. “Não fazsentido, pois os dois dirigem o carro quase na mesma proporção”, diz ela. Mesmo não fazendo sentido, é assim que o mercado funciona, e Flavia aproveitou as regras do jogo para economizar.


Outro recurso é pedir para a seguradora elevar o valor da franquia, que é paga pelo segurado somente em caso de sinistro. Ela funciona como uma garantia de que o segurado não vai mandar o automóvel para a funilaria à custa da seguradora toda vez que alguém encostar no para-choque no estacionamento do supermercado. Ao aumentar o valor da franquia, o segurado praticamente se obriga a reparar por conta própria acidentes que provocarem danos leves ou médios.

No caso de Flavia, essa decisão cortou drasticamente os gastos. A franquia sugerida pela seguradora na apólice de seu New Beetle era de cerca de 2000 reais, e o seguro custaria 3700 reais. O carro era zero quilômetro e era sua primeira apólice, então não adiantava pensar em bônus de renovação.

Menos pode ser menos Flavia e o marido já haviam se conformado com a despesa quando se lembraram de outra corretora de seguros que os atendia no passado. “Telefonamos e, quando explicamos o problema, ela sugeriu aumentar a franquia”, diz Flavia. Elevando o valor para 5000 reais, o seguro caiu para cerca de 1700 reais, o que representou uma economia de 55%.

Baixar a apólice em 2 000 reais com apenas um telefonema tem um custo, que muitas vezes não é percebido pelo segurado. Ao fazer isso, o segurado está abrindo mão de uma parte da proteção a que teria direito se pagasse mais. Assim, em vez de poder contar com a seguradora em pequenos e médios acidentes, o segurado terá de se conformar em pagar tais consertos do próprio bolso.

Quando vale a pena pedir para aumentar a franquia? A recomendação dos especialistas é analisar o próprio perfil de riscos. Os casos mais indicados são aqueles em que a probabilidade de acidentes é menor. Quem usa pouco o carro, dirige com cuidado e sempre estaciona em garagens fechadas pode correr um pouco mais de risco e economizar na hora do seguro. Já os motoristas que usam o carro por mais tempo, estão sempre na rua, trafegando por regiões onde a probabilidade de um acidente é maior, deveriam optar por pagar mais caro e ter mais proteção.

“O preço é importante, mas não deve ser o único fator de decisão”, diz Tonhato. “O segurado pode fazer um seguro para não precisar usá-lo, mas tem de pensar nos problemas que terá se o sinistro ocorrer e se a cobertura for insuficiente.”
POR CLÁUDIO GRADILONE | FOTO GUSTAVO FERRI

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tokio Marine Seguro Auto reformula Questionário de Bom Risco

A Tokio Marine lança a partir de 1º de setembro uma nova versão do Questionário de Bom Risco (QBR), utilizado pela seguradora desde 2008. As mudanças foram feitas para facilitar o entendimento de algumas questões, simplificar o processo de cotação e minimizar as dificuldades na regulação de sinistros.

A empresa ouviu a opinião dos corretores sobre o questionário e avaliou as dúvidas e sugestões recebidas. As principais mudanças estão relacionadas às questões sobre o condutor principal, no caso de veículos de passeio, e as cargas transportadas, referindo-se ao seguro de caminhões.



Segundo Marcelo Goldman, diretor executivo de massificados, o Questionário de Bom Risco é uma importante ferramenta de avaliação. "É muito importante que os corretores e clientes não tenham dúvidas sobre as questões do QBR porque é por meio dele que os riscos são mensurados com precisão pela seguradora", conclui o executivo.



G.F

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Endosso no Seguro Automóvel

Qualquer alteração nas condições do contrato de seguro gera um endosso, como, por exemplo, substituição de veículo, inclusão de garantia adicional, alteração nas características do condutor e uso do veículo.

O segurado deverá procurar seu corretor para alterações que queira realizar em seu contrato de seguro. A alteração deve ser feita mediante proposta assinada pelo proponente, seu representante legal, inclusive seu corretor de seguros.

O cálculo de endosso é elaborado em função das condições e dos prêmios vigentes à data de alteração do contrato de seguro.

Alguns endossos podem gerar alterações nas condições do seguro e/ou no valor da franquia e/ou no prêmio do seguro, que poderá promover restituição ou cobrança adicional de prêmio ao Segurado. Cabe registrar que a Seguradora estabelece prêmios mínimos para cobrança.

Não é permitido endosso para inclusão/exclusão da Cobertura Colisão e Incêndio.

O prêmio ou a restituição referente ao endosso não implica a suspensão do pagamento das parcelas originais da apólice.

Será cobrado custo de emissão do endosso sempre que houver movimentação de prêmio.