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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Brasil ocupa 11º lugar na América no ranking de investimentos em saúde

Apesar de 75% da população brasileira depender do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil dedica apenas 4,66% do Produto Interno Bruto (PIB) ao setor. O investimento coloca o país em 11º lugar entre os países da América no ranking de investimentos em saúde, atrás dos vizinhos Uruguai (6,14%), Argentina (4,92%) e Bolívia (4,75%). Se considerados os demais continentes, o Brasil aparece na 60ª posição.

"Um país com o modelo de saúde como o nosso, que se propõe a oferecer tudo para todos, precisa estar preparado para cobrir as crescentes despesas da área", afirma o ex-deputado federal e ex-governador do Rio Grande do Sul Antônio Britto (PMDB), presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma). Ele lembra que a população brasileira está envelhecendo e, com isso, os gastos com saúde para combater doenças crônicas e complexas, como diabetes e câncer, também estão aumentando.

Contudo, o orçamento de 2016 enviado ao Congresso Nacional prevê apenas R$ 109 bilhões para a pasta. Se considerarmos o orçamento original de saúde para 2015, de R$ 121 bilhões, corrigido pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), o orçamento de 2016 seria de R$ 133 bilhões. Portanto, o orçamento enviado tem um déficit de R$ 24 bilhões, que deve agravar o subfinanciamento da área.


No decorrer do ano, o governo já havia anunciado cortes expressivos no orçamento de 2015, reduzindo em aproximadamente 11% o valor que deveria ter sido executado. Foram R$ 13,4 bilhões a menos, agravando ainda mais a satisfação dos brasileiros com o serviço.
"As dificuldades já enfrentadas pelo brasileiro devem aumentar, agora que programas importantes estão sob risco de serem extintos", afirma Britto. O Farmácia Popular, por exemplo, teve um corte de R$ 578 milhões previsto para 2016. Com isso, ele deve extinguir a modalidade de copagamento, que hoje beneficia três milhões de brasileiros por mês com medicamentos para dislipidemia, osteoporose, glaucoma e outras doenças, além de pílula contraceptiva e fraldas geriátricas.
Fonte: SegNotícias

sábado, 16 de setembro de 2017

Governo Federal corta 12% do orçamento da saúde


Apesar das diversas dificuldades já enfrentadas pela saúde pública, que fazem o serviço liderar o ranking de insatisfação entre os brasileiros há anos, o Governo Federal anunciou ontem um novo corte no orçamento. Desta vez, a redução é de R$ 1,7 bilhão. Somada aos cortes recentes, o orçamento da pasta perde R$ 13,4 bilhões em poucas semanas, o que representa um abatimento de 12% no orçamento previsto para o ano.

A medida agrava o subfinanciamento da pasta, reconhecido em muitas ocasiões pelo próprio ministro da Saúde, Arthur Chioro. Para Antônio Britto, presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), praticamente todas as críticas de hoje ao SUS estão relacionadas ao fato dele não cumprir o pressuposto constitucional de oferecer cobertura total de saúde a todos. "E essa dificuldade está relacionada justamente ao financiamento abaixo das reais necessidades da população."

Existe outro fator que deve agravar ainda mais a situação: a população brasileira com idade a partir de 65 já representa 7,4% do total e esse percentual deve aumentar rapidamente nos próximos anos.



A idade é fator de risco para muitas doenças, especialmente para as crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, e para as complexas, como câncer e problemas neurodegenerativas. Nos dois casos, os tratamentos são mais onerosos por serem contínuos ou por requererem tecnologias complexas.

Esse cenário implica em custos crescentes no orçamento da saúde. “Entendemos que a situação da economia seja complexa e ajustes sejam necessários, mas não podemos concordar com um corte de custos sem a apresentação de alternativas para um atendimento que já está defasado”, afirma Britto.

Também o presidente da Associação Paulista de Medicina (APM), Florisval Meinão, frisa que a entidade é absolutamente contrária a esta nova medida que, em sua consideração, trata-se de uma agressão ao Sistema Único de Saúde (SUS) e, por conseguinte, à população que mais necessita de atendimento no país.

A medida agrava o subfinanciamento da pasta, problema apontado por diversas lideranças do setor e reconhecido, inclusive, pelo ministro Arthur Chioro. “É um absurdo que, mais uma vez, as áreas sociais sejam penalizadas por um governo que alardeou que protegeria estes direitos. Ao invés disso, o governo poderia reduzir a sua máquina administrativa, o número de ministérios ou diminuir cargos comissionados”, considera Meinão.

Fonte: SegNotícias

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- Comportamento e vida profissional.

Cortes no orçamento vão agravar subfinanciamento da saúde, diz Interfarma


Apesar das diversas dificuldades já enfrentadas pela saúde pública, que fazem o serviço liderar o ranking de insatisfação entre os brasileiros há anos, o Governo Federal anunciou ontem um novo corte no orçamento. Desta vez, a redução é de R$ 1,7 bilhão. Somada aos cortes recentes, o orçamento da pasta perde R$ 13,4 bilhões em poucas semanas, o que representa um abatimento de 12% no orçamento previsto para o ano.

A medida agrava o subfinanciamento da pasta, reconhecido em muitas ocasiões pelo próprio ministro Arthur Chioro. Para Antônio Britto, presidente-executivo da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), praticamente todas as críticas de hoje ao SUS estão relacionadas ao fato dele não cumprir o pressuposto constitucional de oferecer cobertura total de saúde a todos. “E essa dificuldade está relacionada justamente ao financiamento abaixo das reais necessidades da população.”



Existe outro fator que deve agravar ainda mais a situação. A população brasileira com idade a partir de 65 anos já representa 7,4% do total e esse percentual deve aumentar rapidamente nos próximos anos. A idade é fator de risco para muitas doenças, especialmente para as crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, e para as complexas, como câncer e problemas neurodegenerativas. Nos dois casos, os tratamentos são mais onerosos por serem contínuos ou por requererem tecnologias complexas.

Esse cenário implica em custos crescentes no orçamento da saúde. “Entendemos que a situação da economia seja complexa e ajustes sejam necessários, mas não podemos concordar com um corte de custos sem a apresentação de alternativas para um atendimento que já está defasado”, afirma Britto.

Fonte: SegNotícias

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